
A depressão é considerada como um mal que não atinge apenas
um grupo específico de pessoas, ou seja, afeta ricos, pobres,
conhecidos, desconhecidos, homens, mulheres, e hoje, até
mesmo crianças são afetadas por essa doença. Apesar de ser
um assunto bastante falado e comentado, ainda hoje, existe um
preconceito com essa questão. Esse transtorno mental é muito
malvisto por uma boa parte de nossa sociedade.
Talvez por esse motivo, muitas pessoas demorem tanto a buscar ajuda, e muitos dos que
procuram ajuda buscam apenas ajuda medicamentosa, visto que a venda de tais medicamentos
vem aumentando consideravelmente. A procura por antidepressivos e estabilizadores de humor
cresceu bastante nos últimos anos, muito mais do que a procura por psicoterapia. Para essa
disparidade entre a procura por medicamentos e a busca por psicoterapia, tenho algumas
resposta: as pessoas procuram uma solução rápida para suas questões; ainda há muito
preconceito com a terapia, para alguns a terapia não passa de “uma conversa“; muitos também
não querem e/ou não podem dispor de tempo e dinheiro para as sessões, e outra questão que
também incomoda e afasta muitos da terapia é que: fazer terapia às vezes dói.
Costumo dizer aos meus pacientes que fazer terapia é muitas
vezes como lavar ferida, e lavar ferida dói. É igual quando a
gente cai de bicicleta e fica com o braço machucado. Chega a
sangrar, e fica às vezes, sujeira presa nos braços por causa do
impacto da queda. Você olha para o braço, tem sangue, tem
terra, e é preciso lavar, e lavar dói! Mas se você passar uma faixa
no braço para não ficar olhando aquele machucado, vai
adiantar? É claro que não! Vai piorar, pode até infeccionar. É
preciso lavar mesmo! E fazer terapia é como lavar ferida, às
vezes dói, mas é preciso e o bom é que, em geral, sara de uma
vez.
A escuta terapêutica é feita por um profissional que tem qualificações para atender as suas
demandas, não é apenas uma sessão de desabafo. É claro que também funciona para isso, mas
não é só isso. E muito mais, é onde a pessoa pode encontrar um ambiente acolhedor, sem
julgamentos, sem condenação. É possível na terapia identificar os padrões recorrentes de
comportamento, auxiliar na tomada de decisões, buscar por um controle interno, identificar
crenças negativas que nos limitam na vida, e nos impedem de seguir nossos alvos, alcançar
nossos objetivos, trazendo a possibilidade de uma melhor e maior compreensão do nosso Eu, do
porquê eu sou assim, do porquê eu ajo assim, porque isso acontece comigo?! Essas questões
muitas vezes estão arraigadas no indivíduo sendo necessária uma “cirurgia emocional”. Por isso a
dor, por isso que para alguns terapia ainda é tão aversivo, pois a ferida está na alma. Sabemos o
quanto dói lavar essas feridas, mas somos profissionais competentes e empáticos. Sabemos
acolher e respeitar a dor do paciente.
Ficou interessado? Dê essa oportunidade a você e venha fazer terapia! Venha tratar essa ferida!
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